Quem está em risco de glaucoma? Fatores genéticos e prevenção

O glaucoma é principal causa de cegueira irreversível no mundo É silencioso: não dói, não avisa, não dá sintomas no início. E justamente por isso, é comum ser diagnosticado tardiamente, quando parte da visão já foi perdida.

A pergunta é: quem deve realmente se preocupar com o glaucoma?
A resposta passa por fatores genéticos, hábitos de vida e condições de saúde que aumentam o risco da doença.

O que é o glaucoma e por que ele é silencioso

O glaucoma não é uma única doença, mas um grupo de condições que lesionam o nervo óptico, geralmente associado ao aumento da pressão intraocular.

A perda de visão é progressiva e irreversível. E como acontece de forma lenta, muitos pacientes só percebem quando já há comprometimento do campo visual.

Fatores genéticos: quando o risco vem de família

A herança genética é um dos principais determinantes do risco de glaucoma:

  • Histórico familiar: parentes de primeiro grau (pais, irmãos, filhos) têm maior risco de desenvolver glaucoma em comparação à população geral.
  • Grupos étnicos: pessoas de ascendência africana, hispânica e asiática apresentam incidência mais elevada.
  • Genes específicos: estudos identificaram mutações em genes como MYOC, OPTN e CYP1B1, associados a diferentes formas de glaucoma.

Ou seja, se alguém da família tem glaucoma, a chance de desenvolver também aumenta significativamente.

Outros fatores de risco relevantes

Além da genética, há condições e características que aumentam o risco:

  • Idade acima de 40 anos: quanto mais avançada a idade, maior o risco.
  • Pressão intraocular elevada: é o principal fator de risco modificável.
  • Miopia alta ou hipermetropia extrema: alterações estruturais que favorecem a doença.
  • Doenças sistêmicas: como diabetes, hipertensão arterial e apneia do sono.
  • Uso prolongado de corticoides: em colírios, comprimidos, pomadas ou inaladores.

Como funciona a prevenção do glaucoma

Diferente de outras doenças, o glaucoma não pode ser prevenido apenas com hábitos de vida. O que realmente faz diferença é a detecção precoce, antes que os danos ao nervo óptico se tornem irreversíveis.

Exames fundamentais na prevenção:

  • Medida da pressão intraocular
  • Avaliação do nervo óptico no fundo de olho
  • Campo visual para verificar perdas iniciais
  • Exames de imagem (como OCT) em casos específicos

Periodicidade recomendada:

  • Sem fatores de risco: a partir dos 40 anos, consultas anuais.
  • Com fatores de risco (histórico familiar, etnia, doenças associadas): iniciar mais cedo e repetir com maior frequência.

Hábitos que ajudam:

Controlar diabetes e pressão arterial, evitar automedicação com corticoides, manter uma rotina de exames oftalmológicos.

Conclusão

O glaucoma não deteriora a visão de um dia para o outro, ele vai apagando aos poucos, em silêncio.
E justamente por isso, o diagnóstico precoce é o maior aliado: quanto mais cedo identificado, maior a chance de preservar a visão.


Referências bibliográficas

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